quarta-feira, novembro 14, 2007

Por que o ser humano, às vezes, é tão cruel?

A pergunta acima não pretende alcançar respostas socio-políticas ou de qualquer outra natureza. Ela é mais "refrão" de indignação até porque não acredito em nenhuma resposta que me convença ou minimize a dor das pessoas envolvidas.
O que eu acho triste mesmo é a empáfia com que o Homem se diz superior a toda a natureza ao seu redor, o modo como se vangloria da sua inteligência, mas foi estúpido o suficiente para acreditar no maior conto da carochinha jamais inventado: o da cor da pele.
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Shooting Dogs, 2006.
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Hotel Rwanda, 2004.

6 comentários:

Vítor Leal Barros disse...

não poderia estar mais de acordo contigo, minha amiga...

a diferença é quase sempre argumento para que um se ache superior a outro... é tão estranho que um adjectivo qualitativo como 'diferente'se transforme quase sempre noutro 'quantitativo', ou mesmo numa unidade de medida... o que deveria ser utilizado para descrever o outro serve na maior parte dos casos para medir o outro

um beijo cheio de saudades,

desculpa a ausência mas tem sido complicado arranjar tempo para o blogue ultimamente... vou tentar escrever-te brevemente

Cometa 2000 disse...

duros ambos os filmes.
brutal a realidade.

AF disse...

vi os dois, o primeiro parece-me muitissimo melhor.

bruno disse...

se fosse só a cor da pele!

Bianca disse...

mt interessante o blogue. n conhecia.

deixo uma dica de um autor novo que merece ser divulgado:

www.tiagonene.pt.vu

Bi.

Luciana Melo disse...

Meu Vítor, acho que as pessoas se acostumaram a ser gado e esqueceram que a diversidade é algo positivo.
Outro beijo enorme para ti.

Nem me fale, depois de assisti-los, tive dias intranqüilos.

af, a primeira versão também me pareceu retratar melhor aquela realidade.

De fato, Bruno. São muitos os "porém" desta questão. Mas quando fiz o post, quis evidenciar o aspecto dos que estão fora do problema étnico ruandês. Eu falava do mundo branco ocidental, da ONU e dos canais representativos que preferiram não se envolver. Engraçado como esses mesmos atores não têm nenhum pudor em tomar partido de algumas questões, ferindo inclusive o princípio elementar da soberania de uma Nação, mas no caso de Ruanda foi mais fácil deixar "os pretos se matarem".
Aqui no Brasil dizemos: "eles que são branco que se entendam", quando não queremos nos envolver em assuntos de terceiros.
No caso de Ruanda, a ONU disse: "os negros que se f.."
Além do racismo, Ruanda ainda oferecia pobreza e miséria, legado que não estamos dispostos a herdar.
Abraços.

Bianca, quando tiver um tempinho, faço uma visita. Obrigada pela dica.