quarta-feira, agosto 06, 2008

V

uma vida igual
à mulher da somália

tal como canta a música

um deserto de carne
os pés em ferida

e de novo o viajante

o eterno viajante

que apaga o rasto de sangue
do ventre das dunas
como quem esconde o destino

1 comentário:

Adão disse...

Muito bom, sim senhor. A última estrofe é muito bonita, as imagens que evoca são fortes e pungentes. Temos poeta! ;)