quarta-feira, fevereiro 08, 2006

a eternidade num abraço

E na intensidade de um abraço apercebemo-nos do tempo que tínhamos perdido, das horas que menosprezamos, dos minutos que não sentimos vivos. Durante anos fugimos da vida, como se escapar fosse o único antídoto ao desígnio de ser feliz. Num abraço, deixamos que o veneno percorresse todo o corpo, que o amor inundasse cada poro, cada célula, deixamos que a eternidade se apossasse do espírito. Irreversivelmente condenados a partilhar a mesma alma, aceitamos, sem mais porquês, os fundamentos do destino. E a vida? A vida tornou-se leve como uma nuvem em Agosto.

3 comentários:

Agripina Roxo disse...

leve como uma nuvem em Agosto :)
como uma nuvem... a vida...
e o abraço, não traz o sol?!

sempre profundas e tocantes, as tuas palavras têm cores de muitas cores :)

obrigada *

Lu disse...

Parece que agosto é o mês das grandes revelações, querido... lindo teu texto.

CeciLia disse...

Ah, Vítor,

eu que conheço um abraço bem assim,
que sei da predestinação em compartilhar eternamente uma alma,
posso me sentir predestinada:

à felicidade sem nuvens em abril.

Abraços, me identifiquei demais com teu texto.