quarta-feira, março 22, 2006

Confessionário (14)

Finalmente entendemos a essência de uma confissão. Foram necessários quase três meses para podermos falar assim, abertamente, sem medo nem pudor. Há muito que ambicionava este strip-tease da alma; a voz sussurrando ao ouvido, o segredo nu abrindo a porta. Não há que temer, minha amiga, não há que temer. Por mais de uma vez te disse que esta folha, este papel, só tem significado para nós. Então, deixemos que a caneta pouse e a mão se encarregue de a fazer deslizar… deixemos que ela traduza o pulsar do sangue sem que este tenha sido filtrado pelo cérebro. Lu, cansei-me do gosto dos outros, dos olhos dos outros, do cheiro dos outros… em direcção a norte há um vento que nos acompanha e uma pedra para nos lembrar que é de fé a liberdade. Não, não estás sozinha.

2 comentários:

luciana MELO disse...

Se isso não for sincronicidade, é preciso inventar outro termo.
Beijos,

CeciLia disse...

ah, meu querido, que coisa esta tua 14a. confissão. Pelo vento que mora no norte e pela liberdade feita de fé em algumas pedras brancas é que existimos.

Beijos na alma