sexta-feira, março 10, 2006

Espasmos # 10

Caminhei até o tombadilho e não resistindo aos apelos profundos daquele mar azul, saltei.
Saltei como saltam os atletas: corpo rijo, nenhum receio, movimento preciso e uma alegria sem precedentes.
Compreendes agora o que te disse no princípio, quando tudo em mim era correnteza?
Não me aborrecem as tormentas, as águas turvas não me confundem... o que me traga a alma é a ausência dos ventos. Os mesmos ventos que movem os moinhos e fazem meus sentimentos viajar.
É só no fundo de nós mesmos que a vida acontece.

5 comentários:

CeciLia disse...

Lu,

as calmarias não combinam com o fundo das almas dos velejadores de quilhas viciadas em bater de ondas. O caminho de sempre são as trilhas ditadas pelas ventanias do mar aberto.

Beijo na alma.

Thaline disse...

Também sinto falta dos ventos, que levam consigo tudo aquilo que nao me traz paz e, mesmo com frio, o novo sempre vem.

beijos Luciana.

Vítor Leal Barros disse...

não imaginas como é verdade a última frase que escreveste

Lu disse...

Tenho sentido isso a cada dia mais e mais forte, meu querido.

Thaline, quando os ventos não sopram por vontade própria, então é preciso dançar em giros fantásticos até que o ar se desloque e leve para longe as tuas inquietações. outro beijo ;o)

Minha Lia, é isso! Minha alma calejada de ar anseia sempre pelas quilhas de bater em ondas. o respingar da água é doce refrigério.
Beijo na alma.

Agripina Roxo disse...

sim, só no fundo de nós mesmos, mas às vezes é tão doloroso o fundo de nós mesmos... às vezes é tão doloroso sentir...
mas podemos sempre cantar, ou dançar, ou até voar por nós adentro e descobir outras formas de acontecer...
às vezes podemos escrever :)