quinta-feira, março 16, 2006

"Espero. Um tempo sem tempo sem hora só mistério de quando vai chegar. Espero e na espera a saudade é mero detalhe os portões esgarçados as vestes puídas a pele espessada. Espero em Laguz, o feliz no final, como todo o desfecho que se preze. E ser assim é ser é calmaria depois e dentro e antes da tormenta. É desimportar da tempestade. É oferenda de quem já entregou da vida um tudo e hoje é: Espera. Porque a vontade é um cais vazio, enquanto a nau não aporta. Provisório, como a paixão o tempo a felicidade a verdade. Porque a vida sem chances é uma vida morta. E somos muito vivos. Espero. Porque de nada adiantam as fugas as ladainhas as hipocrisias as perversões que jamais se demoraram eternamente. Que jamais te deram um ínfimo do que sei que queres. Espero porque toda mentira é vil, e sendo assim, a luz chega e fica. Um dia. Quando não mais será preciso: A espera."

4 comentários:

CeciLia disse...

Vítor, querido!

Que presente bom, o que me deste, poder compartilhar este espaço tão teu e da Lu, tão de vocês dois e de suas letras mágicas, e eu agora aqui. Que honra e que orgulho este teu gesto representa para mim.

Obrigada, de coração.
Beijo na alma

C.S.A. disse...

E merece, né, Lu e Vítor?
Abraços.

Lu disse...

Merece Carlos! Como merece!
Desculpe-me por não ter mais aparecido em teu porto, minha vida deu uma guinada louca, mas mesmo assim estou saudosa.

Lia, esse espaço tão meu e do Vítor e também tão nosso - seu, do Carlos, da Rosa... dos amigos - ficou mais bonito.
Sei que o Vítor teve uma intenção por trás do gesto.

Obrigada Vítor. Daqui eu vejo tudo transparente.
Amor,

Vítor Leal Barros disse...

eu gosto de transcrever as coisas bonitas que vou lendo... a série sublinhado é isso mesmo... com os textos que vou encontrando na blogosfera passa-se a mesma coisa... e a Lia escreve realmente muito bem