sábado, abril 29, 2006

De preferência sem palavras

Um verso escrito a lápis para que a tinta não mate o papel. E partir em direcção ao poema em segredo, como o mundo se constrói. Evitar marcar a página com o peso da mão, não vá o relevo trair-nos depois de apagada a mensagem. E não ter palavras. Desprezá-las como se despreza a morte, até que o poema nasça e corra livre como ensina o vento. Que a beleza desperte, sem palavras, e sempre sem palavras possa ela vincar o coração. Evitar tudo o que for acessório: sussurros, beijos, deuses, milagres e carícias. Porque a poesia mora tanto nas pedras como nos olhos dos amantes.

5 comentários:

Agripina Roxo disse...

porque a poesia mora nas tuas mãos tocadas pelo vento :)

que palavras tão bonitas Vítor, que palavras tão bonitas...

Vítor Leal Barros disse...

;)

luciana MELO disse...

Corro na folguinha que disponho e o que vejo? Puro deleite num romance 'quase' sem palavras.
Beijos

Vítor Leal Barros disse...

n percebi :(

luciana MELO disse...

Vítor, li esse teu post nos 15 minutos que dispunha no tal evento para fazer um lanchinho, mas eis que vejo um computador e corro para acessar o sincronicidade e vejo essa beleza!
Puro deleite num romance "quase" sem palavras!