terça-feira, setembro 05, 2006

“Lar doce Lar”

No último número do Jornal dos Arquitectos, o “Vírus”, secção editada por uma equipa exterior ao jornal mas escolhida pela direcção e pelos editores do JA, apresenta os resultados de um questionário sobre a “Morada”, tema central desta edição. O autor do “Vírus”, João Bártolo, diz-nos no texto que introduz o questionário, que “a escolha dos questionados tentou ser o mais diversa, dentro do espaço possível” das “16 páginas” que constituem o caderno. Uma das questões colocadas é a actividade profissional dos inquiridos. Passo a enumerar as respostas: Fotógrafa; Assistente Administrativa; Conservadora de Museus; Professor do 2º Ciclo da disciplina de Educação Visual e Tecnológica; Estudante PhD; Reformada da Função Pública; Actor/Escritor; Professora/Produtora Cultural; Licenciado em Direito; Artista/Designer/Professora; Escritora Freelancer; Ocioso; ou seja, actividades profissionais que representam de forma significativa o panorama socio-económico português. Honestamente, um questionário aos ‘amigos’ não pode nunca ser um objecto de estudo rigoroso digno de qualquer tipo de conclusão por parte dos leitores. Ás vezes pretendem-se artigos mais sérios e idóneos.

3 comentários:

AM disse...

Acho que ainda não recebi este, mas como aquilo está cada vez menos "memorável", posso estar esquecido...

ZéB disse...

este site foi apanhado pelo selo "arquitectura desconstrutiva"

cbartolo disse...

caro senhor
pois até poderá ter toda a razão, mas...

agradecia desde já, e admitindo a seriedade das suas pretensões, que ao criticar-me citasse correctamente o meu nome, carlos bártolo, e não um outro nome qualquer.
sempre cai melhor num caso destes!

quanto às críticas:

nunca foi minha intenção realizar um inquérito sociologicamente representativo, pois não tenho pretensões a ser o instituto nacional de estatística;

esclareço também que, mesmo não tendo uma formação em sociologia, sou esclarecido o suficiente para saber que nunca 12 casos poderiam ser o objecto de um estudo rigoroso;

como tal nunca o afirmei como intenção, nem nunca assim me referi ao vírus que editei.

obviamente que se o fosse, também o não seria do panorama socio-económico português (desconhecendo onde foi buscar essa ideia?), quando dos doze entrevistados, dois são americanos, uma é brasileira a habitar em itália, e por fim outra, portuguesa sim, mas a viver em ny.

quanto à diversidade tentei-a, mas não em relação às pessoas inquiridas e às suas profissões, que obviamente não interessa nada, mas mesmo nada, para o assunto (até poderiam ser todas irmãs, ou mesmo "amigas" desempregadas), mas sim em relação às tipologias do habitar e à relação dos diversos inquiridos com as suas habitações (talvez essa parte lhe tenha escapado, mas estava lá, logo, logo a seguir à frase que citou).

quanto aos "amigos", infelizmente também se engana, enquanto uns na realidade poderei dizer que o são, a maior parte são conhecidos de conhecidos, e outros ainda foram contactados apenas para o inquérito e não sei se alguma vez mais os contactarei.

na realidade tenho muitos mais amigos no mundo real e até os poderia ter entrevistado, poupando-me assim ao trabalho de falar com desconhecidos, mas pronto! admito que tentei ser um pouco mais "idóneo" do que normalmente!

por fim sim, o meu vírus não é um "objecto de estudo rigoroso digno de qualquer tipo de conclusão por parte dos leitores", pois na realidade nunca o quis ser
para tal aconselharei sempre os interessados a leitura dos resultados do último census nacional, de certo mais aliciante e prazerosa

quanto à seriedade do artigo, aí também tem toda a razão, confesso que tal nunca me passou pela cabeça.... e nem nunca me passaria...

de sérios, infelizmente, está o mundo cheio!

e mais uma vez reitero a questão inicial
da próxima vez que decidir criticar de uma forma "rigorosa" qualquer tipo de "objecto de estudo", seja pelo menos sério o suficiente para acertar no nome do autor

sempre seu, CARLOS bártolo