segunda-feira, janeiro 30, 2006

De profundis

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Para aliviar o rigor do inverno, Bruno Santos


Extasiada, abri o pacote.
Pela primeira vez via a sua pequena letra, pela primeira vez tocava algo que estivera antes em seu poder; uma marca, um perfume.
Não, jamais duvidara da nossa amizade, do afeto que nos une através de tantos mares em que navegamos a espera de um sinal, um aceno, uma confidência... mas agora era diferente – toda nossa ternura materializou-se como se num breve piscar de olhos minha mão alcançasse seus ombros e nos enlaçássemos no longo abraço tão almejado por nós.
Certa vez, disse-me que alguém que ama muito ensinou-lhe a falar sobre as coisas do coração, ensinou-lhe a não represar a força do verdadeiro amor. Eis aí um belo aprendizado, de outra forma, eu jamais saberia o que é ter o horto do meu coração em chamas.

5 comentários:

Vítor Leal Barros disse...

tu pões-me de lágrimas nos olhos ... sabias?

CeciLia disse...

Que coisa, Lu, que coisa! Ví a cena. Lembrei emoções semelhantes, o pacote transcrevendo a voz e aquecendo o abraço.

Lagriminhas aqui também, Vítor.

Beijos em vocês.

R.Dart disse...

Que post Lu. Além da foto que é quase real, todo o texto também me aqueceu.
Um abraço deste lado amiguinha*

C.S.A. disse...

A Lu em plena forma.

Lu disse...

Olha só quem fala? Vítor e Cecília que vivem a emocionar-me!!!
Rosa, querida, que bom que consegui passar toda a felicidade que senti ao ter em minhas mãos o tal presente. Beijos.
Carlos, essa é a melhor parte de voltar das férias. hehehe