sábado, janeiro 21, 2006

Confessionário (4)

E de entre a delicadeza dos que batem as portas sem fazer barulho, e a violência de gestos dos que não se incomodam com o rangido dos ferros e das aldravas, eu não consigo escolher. Entre o estouro da bofetada e a incumbência do não dizer, é-me impossível medir a dor, eu não consigo escolher. Sei, somente, e disso tenho quase certeza, que o fantasma é filho bastardo do silêncio.

3 comentários:

alves PEDRO disse...

O fantasma poderá ser bilho bastardo do silêncio mas é com certeza também pai do medo.
Escreves cada vez melhor mas quero cor nesses textos! Promete.

alves PEDRO disse...

queria dizer filho...

E Força Miguito!

Agripina Roxo disse...

os sonhos são os meus fantasmas :)

um beijo-sol *